Este blog surgiu para esclarecer,todos sobre a necessidade urgente de uma educação inclusiva.Nele será postado todos os eventos, atividades, artigos sobre a Educação Especial.Criado pela Técnica de Educação Especial da SEME de Maracaju-MS: Pedagoga e Especialista em Educação Especial Wilma Moreira Kleinhans.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
III SEMANA MUNICIPAL DAS PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
A Educação Especial no município de Maracaju com o apoio da Secretária de Educação Carolina Ferreira e do prefeito Celso Vargas vem realizando com eficácia seu papel na Inclusão. Desta forma as salas de recursos além de receber equipamento do MEC também recebe ajuda da prefeitura com materiais didáticos pedagógicos, cadeira de roda adaptada para aluno com pc. Adequação e acessibilidade. E desde o primeiro ano do mandato do prefeito Celso Vargas vem sendo comemorada a Semana Municipal das Pessoas com Necessidades Especiais. É realizado cursos de braile , libras e soroban em parcerias com professores e interpretes e com o CAP/DV de Campo Grande. Sabemos que muito ainda temos que vencer para derrubar barreiras e preconceitos contra a Inclusão mas acreditamos que estamos no caminho certo. A Técnica da Educação Especial Wilma Moreira Kleinhans e a Psicóloga Roveana Liara Trento realizam sessões de estudo para o Atendimento Educacional Especializado quinzenalmente tirando as dúvidas dos professores do AEE, bem como estudam diversos temas e estudos de casos, realizando assim amenizar dúvidas sobre as diversas deficiências.
III SEMANA MUNICIPAL DAS PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
Abertura da III Semana Municipal das Pessoas Com Necessidades Especiais
Professor e Intérprete em Libras realizando a interpretação da música A casa de Vinícius de Moraes
Secretária de Educação Carolina falando da imporância da Educação Inclusiva
Eu Técnica da Educação Especial Wilma Moreira e minha companheira, colega e amiga de trabalho a psicóloga Roveana Trento
Professor Erley falando sobre o bullingy
Piquenique das crianças
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Orientações sobre as atribuições e a formação em serviço de professores das salas de recursos e de itinerância: A articulação com professor das classes comuns
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas (ONU, 2006).
As diretrizes inclusivas para a Educação Especial têm como marco a promulgação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), que, com a equivalência de Emenda Constitucional, possibilitou a edição do Decreto 6571 de 17 de setembro de 2008 e a Resolução Nº 4 do CNE/CEB, publicada no dia 2 de outubro de 2009 .
O Atendimento Educacional Especializado (AEE), garantido pelo artigo 208 da Constituição Federal, é hoje regulamentado e deve ser ofertado no período oposto ao da escolarização para que não incorra em prejuízo para o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, tendo em vista que um dos objetivos da educação é o exercício da cidadania e a participação das pessoas com deficiência em uma sociedade plural e livre.
O AEE torna-se efetivo, e as inúmeras atribuições do professor da Educação Especial, da modalidade que acompanha todas as etapas do ensino, demonstra a sua importância dentro da política nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva.
O professor da Educação Especial tem papel fundamental na promoção da educação inclusiva e para o acesso e permanência dos alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento na escola.
Cabe a ele, entre outras coisas, tornar possível, orientar, sugerir, adaptar, apoiar e dar o suporte necessário para o aluno e o professor de turma regular, e demais profissionais da educação, com estratégias que permitam o desenvolvimento das habilidades e potenciais do educando, e, sempre que possível, com a plena participação das famílias envolvidas.
O Atendimento Educacional Especializado – AEE - é o modo de igualar condições, romper barreiras e possibilitar a participação efetiva e plena na sociedade.
Professores da Educação Especial e de classe comum devem trabalhar juntos para atingir os objetivos da inclusão educacional, abrindo mão de idéias pré concebidas e reconhecendo cada aluno como único, independente da condição.
Atribuições dos Professores de Atendimento Educacional Especializado
As atribuições dos profissionais de Atendimento Educacional Especializado encontram-se expressas no artigo 13 da Resolução CNE/CEB Nº 4, de 2 de outubro de 2009 - do Conselho Nacional de educação (CNE) e da Câmara de Educação Básica (CEB) - que Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.
A Resolução CNE/CEB Nº 4, de 2 de outubro de 2009 disponível para download em http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
1. Atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o Atendimento Educacional Especializado (AEE);
2. Atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno ao currículo e a sua interação no grupo;
3. Promover as condições para a inclusão dos alunos em todas as atividades da escola;
4. Orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional;
5. Informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional;
6. Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos
7. Preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;
8. Orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns;
9. Indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
10. Articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva;
Participar das reuniões pedagógicas, dos conselhos de classe, da elaboração do projeto pedagógico, [...]
Serviços Itinerantes inclui também: serviço ofertado por profissional especializado em educação especial, na educação infantil, no ensino fundamental e médio. Esse serviço de apoio pedagógico especializado é desenvolvido por professor itinerante especializado em educação especial. Esse profissional participará do processo de desenvolvimento e aprendizagem nas atividades escolares, avalia e ajuda a elaborar objetivos, a delineia os conteúdos, as estratégias e procedimentos relativos à dinâmica da sala de aula e de toda a rotina escolar. Inclui-se, nessa forma de apoio pedagógico especializado, também o professor intérprete.
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas (ONU, 2006).
As diretrizes inclusivas para a Educação Especial têm como marco a promulgação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), que, com a equivalência de Emenda Constitucional, possibilitou a edição do Decreto 6571 de 17 de setembro de 2008 e a Resolução Nº 4 do CNE/CEB, publicada no dia 2 de outubro de 2009 .
O Atendimento Educacional Especializado (AEE), garantido pelo artigo 208 da Constituição Federal, é hoje regulamentado e deve ser ofertado no período oposto ao da escolarização para que não incorra em prejuízo para o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, tendo em vista que um dos objetivos da educação é o exercício da cidadania e a participação das pessoas com deficiência em uma sociedade plural e livre.
O AEE torna-se efetivo, e as inúmeras atribuições do professor da Educação Especial, da modalidade que acompanha todas as etapas do ensino, demonstra a sua importância dentro da política nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva.
O professor da Educação Especial tem papel fundamental na promoção da educação inclusiva e para o acesso e permanência dos alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento na escola.
Cabe a ele, entre outras coisas, tornar possível, orientar, sugerir, adaptar, apoiar e dar o suporte necessário para o aluno e o professor de turma regular, e demais profissionais da educação, com estratégias que permitam o desenvolvimento das habilidades e potenciais do educando, e, sempre que possível, com a plena participação das famílias envolvidas.
O Atendimento Educacional Especializado – AEE - é o modo de igualar condições, romper barreiras e possibilitar a participação efetiva e plena na sociedade.
Professores da Educação Especial e de classe comum devem trabalhar juntos para atingir os objetivos da inclusão educacional, abrindo mão de idéias pré concebidas e reconhecendo cada aluno como único, independente da condição.
Atribuições dos Professores de Atendimento Educacional Especializado
As atribuições dos profissionais de Atendimento Educacional Especializado encontram-se expressas no artigo 13 da Resolução CNE/CEB Nº 4, de 2 de outubro de 2009 - do Conselho Nacional de educação (CNE) e da Câmara de Educação Básica (CEB) - que Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.
A Resolução CNE/CEB Nº 4, de 2 de outubro de 2009 disponível para download em http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
1. Atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o Atendimento Educacional Especializado (AEE);
2. Atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno ao currículo e a sua interação no grupo;
3. Promover as condições para a inclusão dos alunos em todas as atividades da escola;
4. Orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional;
5. Informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional;
6. Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos
7. Preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;
8. Orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns;
9. Indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
10. Articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva;
Participar das reuniões pedagógicas, dos conselhos de classe, da elaboração do projeto pedagógico, [...]
Serviços Itinerantes inclui também: serviço ofertado por profissional especializado em educação especial, na educação infantil, no ensino fundamental e médio. Esse serviço de apoio pedagógico especializado é desenvolvido por professor itinerante especializado em educação especial. Esse profissional participará do processo de desenvolvimento e aprendizagem nas atividades escolares, avalia e ajuda a elaborar objetivos, a delineia os conteúdos, as estratégias e procedimentos relativos à dinâmica da sala de aula e de toda a rotina escolar. Inclui-se, nessa forma de apoio pedagógico especializado, também o professor intérprete.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Todos juntos
Incluir alunos com deficiência em escolas regulares requer transformação pedagógica
VANESSA COSTA SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Quando Eduarda Almeida Magalhães fez seis anos, seu pai, Nilton Campos Magalhães, decidiu matriculá-la no mesmo colégio onde sua filha mais velha estudava.
Um ano e meio depois, Nilton precisou trocar a caçula de escola. "Eduarda é surda. O combinado era que o colégio providenciaria a capacitação de um professor para ajudar no aprendizado da milha filha. Mas depois alegaram que era muito caro."
Eduarda foi então transferida para a escola de ensino fundamental Vasco Pinto da Fonseca, da rede pública de Contagem (MG). Hoje, aos 12, faz a segunda série do ensino fundamental 2, completamente integrada às atividades do currículo como todos os seus colegas.
E não está sozinha: entre os 1.200 alunos da instituição, há cerca de 40 alunos com algum tipo de necessidade especial, entre surdos, disléxicos, cadeirantes, crianças com baixa visão e síndrome de Down.
A história de Eduarda resume o debate sobre a inclusão de crianças com deficiência na rede regular de ensino e as condições necessárias para que dê certo: capacitação dos docentes, adaptação do currículo e vontade e disposição para isso.
"Uma pesquisa nacional mostrou que 85% dos professores da rede pública não se sentem preparados para receber um aluno com deficiência em classe e até prefeririam que isso não acontecesse", diz a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).
A dupla matrícula, que acontece quando o aluno com deficiência frequenta a rede regular de ensino e, no contraturno, a escola especial, é o conteúdo da meta quatro do PNE2011-2020 (Plano Nacional de Educação) do MEC (Ministério da Educação), que ainda espera por aprovação.
APRENDIZAGEM
A escola Vasco Pinto da Fonseca inaugurou em fevereiro sua sala de atendimento especial, uma das possibilidades de atendimento dos alunos com deficiência no contraturno das atividades regulares (e alternativa à instituição especial).
A escola Vasco Pinto da Fonseca inaugurou em fevereiro sua sala de atendimento especial, uma das possibilidades de atendimento dos alunos com deficiência no contraturno das atividades regulares (e alternativa à instituição especial).
O evento deu um salto à vocação inclusiva da escola e acabou motivando uma reunião entre a gestão, os professores e os pais de alunos.
Quem reivindicou a reunião foi Alexandre Vilefort, pai de dois alunos regulares, um menino de 13 e uma menina de 9 anos.
"Só na sala do meu filho, há sete alunos de inclusão. Se não houver planejamento e preparo do professor, haverá prejuízo pedagógico para todos, com ou sem deficiência", diz. Um dos resultados da reunião foi a locação de mais auxiliares por classe.
Para Eduardo José Manzini, ex-presidente da ABPEE (Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial), é necessário ter profissionais qualificados. "A tendência do professor despreparado será sempre excluir o aluno diferente e não puxar a sala para perto dele", afirma.
FLEXIBILIZAR
No Colégio Renascença, instituição privada na região central de São Paulo, entre seus 900 alunos, 12 têm deficiências, como síndrome de Down e deficit auditivo.
No Colégio Renascença, instituição privada na região central de São Paulo, entre seus 900 alunos, 12 têm deficiências, como síndrome de Down e deficit auditivo.
"Temos no máximo quatro crianças com deficiência por sala. Se há a necessidade de inserirmos mais alunos, ampliamos o quadro de profissionais", afirma o diretor João Carlos Martins.
Segundo a psicopedagoga Cláudia Feldman, essa visão holística da Educação, que vem com a inclusão, é boa para a escola, faz com que ela reflita sobre as metas do aprendizado e as flexibilize em relação a todos os alunos.
A presença de um aluno com deficiência em classe leva o professor comprometido a rever suas estratégias pedagógicas e de avaliação.
"O conflito atual é como lidar com isso ao mesmo tempo em que temos que preparar os alunos para o vestibular. Mas aprender pode significar muito mais do que entrar numa boa universidade", afirma a piscopedagoga.
Fonte: Folha de São Paulo (SP)
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A Inclusão na Família e na Sociedade e na Escola
A inclusão escolar já é realidade. Muito tem se falado, debatido sobre o assunto. As diferenças de um modo geral são questionadas o tempo todo. É preciso definir, no entanto, quem vai ser incluído, sabe-se que a camada da população que mais cresce é aquela que desafia a escola que são as crianças com necessidades especiais.
Além disso, a realidade escolar hoje é que precisa ser mudada, a escola, os professores, os administrativos, e principalmente as famílias que tem que adquirir o conceito real da inclusão. A primeira dificuldade é a aceitação da deficiência que o filho (a) possui e esse processo é lento e muitas vezes doloroso. Porque os pais planejam a chegada de uma criança normal e com suas características físicas, com saúde perfeita, e linda. Nem imaginam, nem sonham com crianças com algum tipo de deficiência. E de acordo com SMITH, (1985, p.17):
O desapontamento de que um filho não seja perfeito oferece uma ameaça ao ego de muitos pais e um desafio a seu sistema de valores, esse choque em relação às expectativas anteriores cria relutância para aceitar o filho como uma pessoa de valor, em desenvolvimento.
Percebe-se, portanto que os pais também encontram dificuldades em aceitar os filhos com deficiência assim pode gerar conflitos e desajustes na maioria das vezes quando a família não consegue superar essa dificuldade, acaba atrapalhando a inclusão tanto na sociedade como na escola.
A chegada de uma criança deficiente de início se não é nítido a mãe até pensa que a criança é normal. Então Klaus, Kennel e Klaus (2000), fala da importância dos primeiros momentos de vida da criança com a mãe que pode tornar mais fácil a investida de falar do problema depois de certo tempo em que a mãe já tenha tirado suas próprias impressões, assim quando o médico for expor a deficiência para os pais, acredita-se que a mãe já tenha exercido sua função de maternidade. Neste sentido MANNONI, apud AZEVEDO e POTTI, (1991, p.14) diz que:
O nascimento de um filho representa para uma mãe a recompensa ou repetição de sua própria infância. O filho vai ocupar lugar em seus sonhos perdidos, vai preencher aquilo que ficou vazio em seu próprio passado. Quando o filho encarregado de recuperar os sonhos perdidos da mãe nasce doente, a irrupção na realidade de uma situação a faz entrar em choque, pois no memento em que, no plano fantasmático, seus vazios eram preenchidos por um filho imaginário surge um ser real que, não só vai renovar seus traumas e insatisfações, como deixa-los mais intensos do que antes. (MAUD MANNONI, 1999)
As mães, portanto, sentem-se culpadas, frustradas, se perguntam o que fizeram de errado, enfim chegam ao fundo do poço para depois então entenderam que filhos são bênçãos de Deus, e percebem que crianças que nascem com deficiências em suas mãos e são elas as escolhidas por Deus para cuidar dessas crianças.
Por outro lado ao buscarem ajuda de profissionais especializados, tentam entender o que fazer e o que as crianças irão precisar, e quando não encontram respostas desses profissionais de suas aflições sentem-se decepcionadas e os médicos impotentes com a situação e por mais que se esforcem sabem que não poderão ter a cura definitiva desta criança. As mães mesmo sabendo que não tem saída e que precisam lidar com a situação vão questionar sempre os diagnósticos, sempre vão ter esperança na “cura”, pensam então que médico irá dar as respostas que elas não irão ouvir, mas buscam também alguém que na fachada de tranqüilidade perceba que elas não agüentam mais. (Azevedo, Potti).
Portanto percebe-se que a aceitação de uma criança deficiente é muito dolorosa, vem a rejeição, a culpa e até mesmo de acusação contra o médico que fez o parto desta criança é o que fala Rosana Queiroz em seu depoimento com a chegada de sua filha com síndrome de Dwan:
Foram os piores momentos da nossa vida, sentimento de dor, culpa tristeza, frustração profunda, e que comprometeu a formação de vínculo inicial mãe/bebê. Na verdade eu olhava para ela e sentia uma versão intensa, e imaginei que tudo não passava de uma ilusão que nada era real... Chamamos o pediatra,em seguida ele entrou,perguntei por que eles fizeram isso, por que atrasaram o parto nesse momento atribui a culpa à equipe médica.
È certo que a inclusão de portadores com necessidades especiais está amparada na Lei nº 9394/96, que delega à família, à escola e à sociedade o compromisso de uma escola para todos.
Se nos reportarmos para o passado perceberemos o caminho da exclusão, em que os portadores de algum tipo de necessidade eram banidos da sociedade. Hoje isso não acontece mais, mas ainda há a exclusão em instituições que foram criadas para solucionar o “problema”. E segundo MANTOAN, (1997, P.20):
[...] enquanto a pessoa está adequada às normas, no anonimato ela é aceita. Basta, no entanto, que ela cometa qualquer infração ou adquira qualquer traço de anormalidade para que seja denunciada como desviante.
Na década de 60, por exemplo, vemos a explosão de instituições especializadas que foram feitas para “proteger” o deficiente, mas na realidade era uma forma mascarada de excluí-los da sociedade. A pessoa deficiente convive com sua família e por isso também precisa viver em sociedade.
Na década de 80 novos rumos tomam para tentar integrar o portador deficiente, mas alguns estudiosos perceberam que esta integração não era suficiente, pois, precisavam integrá-los de forma absoluta como seres participantes na sociedade.
Assim considerando que a diferença é inerente ao ser humano, e que de uma forma geral todos nós somos diferentes, a diversidade então é muito natural, e percebe-se que todos nós temos direitos e deveres na sociedade surgem então o conceito inclusão. ”Este é o termo que se encontrou para definir uma sociedade que considera todos os seus membros como cidadãos legítimos”. Mader in Mantoan,(1997,p.47).
E na educação isso não é regra, pois a escola desde os primeiros tempos esta preparada para transmitir conhecimentos científicos para pessoas ditas normais e quando se depara com as diferenças encontra muitas dificuldades. Além disso, transmitir conteúdos curriculares não é tão somente preparar o aluno para a vida, mas prepará-lo para o mercado competitivo que está posto em nossos dias e isso se exige muito da escola e principalmente do educador. Precisamos, portanto, combater o comodismo e a descrença e mostrar que a inclusão é uma oportunidade para que todos demonstrem suas competências e habilidades. (Mantoan).
A inclusão como já sabemos é uma realidade, portanto, não basta somente falarmos, é preciso adequar para nossa prática docente. Sabemos que as pessoas com alguma deficiência física, mental ou sensorial por suas próprias limitações motoras ou sociais agravadas por sentimentos paternalistas que não valorizam suas potencialidades, crescem com uma restrita interação com o meio e a realidade que as cercam.
É preciso primeiramente lembrar que quando estas crianças com necessidades educacionais especiais ingressam em um sistema educativo, vivenciam situações em seu cotidiano que estão além da sua realidade e que muitas vezes acabam sendo excluídas, porque têm suas limitações, suas necessidades diferenciadas. Frequentemente são submetidas a um modelo educacional na qual continuam sendo objeto e não o sujeito de seu próprio processo educativo.
Assim a inclusão faz-se necessária porque vai tentar fazer com que o docente trabalhe de uma forma diferenciada, com as crianças valorizando sua potencialidade, além de fazer de suas aulas mais dinâmicas e interessantes não somente para os indivíduos com necessidades educacionais especiais, mas para todos os alunos tornando assim a inclusão um fator real.
Mas para que o aprendiz seja um sujeito ativo, participante e construtor de seu próprio conhecimento (Piaget) é preciso que sejam oferecidas condições necessárias para praticar a sua capacidade de pensar, comparar, formular e testar ele mesmo suas hipóteses, relacionar conteúdos e conceitos.
Neste sentido a educação precisa acolher a diversidade pensar que todos os indivíduos são diferentes, e assim o papel da escola é trabalhar com essas diferenças. A adaptação de conteúdos curriculares faz-se necessário, para tanto ao elaborar tais conteúdos é preciso que o professor faça uma observação diagnóstica da sua sala de aula e se ele por ventura já tem alunos com necessidades educacionais especiais é preciso que trabalhe de uma forma diferenciada e diversificada visando ao aluno especial o pleno desenvolvimento de suas potencialidade e sua efetiva participação na sociedade.
Desta forma as adaptações de acesso dos espaços físicos, curriculares, metodologias, materiais didáticos pedagógicos que visam a integrar a criança com necessidade especial é necessário no cotidiano docente. E de acordo com Montoan (2006, p.10):
Assim o desafio é construir alternativas para lidar com a diversidade, buscando fazer das escolas um lugar de potencialização das expressões individuais e coletivas, da comunidade e de sua cultura.
Portanto não há como pensar em educação inclusiva sem procurarmos nos adaptar, mudar nossos próprios conceitos, e vermos que em sala de aula todos os alunos de certa forma são diferentes, nossas salas, portanto não é como a maioria pensa homogênea, mas muito bem diversificado. Angelli Ferraz destaca que a discussão da inclusão nas escolas ultrapassa as questões metodológicas e técnicas e envolvem as políticas públicas e isso exige coragem e ousadia. Marilene da Silva Cardoso vai mais além ela fala que as pessoas especiais só o são porque a sociedade assim os determina. É necessário frisar, que oferecer uma escola com um ambiente favorável à escola, não é só ter conhecimento das mais variadas diversidades, o que é possível ser trabalhado, ou o que a criança já possui de conhecimento, mas respeitar suas limitações, reconhecer suas diferenças e valorizar suas potencialidades. E de acordo com CARNEIRO, (1997, p.33):
[...] os portadores de deficiência precisam ser considerados, a partir das suas potencialidades de aprendizagem. Sobre esse aspecto é facilmente compreensível que a escola não tenha que consertar o defeito, valorizado as habilidades que o deficiente possui, mas ao contrário, trabalhar sua potencialidade, com vista em seu desenvolvimento.
Lembremos também que a escola tem toda uma bagagem de cultura e saberes que atendam as necessidades da sociedade e este conceito é histórico. E, no entanto se a criança com deficiência antes era banida da sociedade hoje ela tem a garantia de ser participante dessa sociedade, que pode ser igual às outras crianças e com seus direitos garantidos. Para isso é necessário pensar em uma escola com estrutura, avaliação, metodologia, etc,que atenda de uma forma que o conhecimento chegue também para essas crianças., pois apesar de a escola se declarar liberal que aceita as diferenças, as diversidades isto ainda não é uma realidade e é preciso que ela a escola assuma definitivamente o seu papel, o seu compromisso de com as mudanças sociais,com os cuidados e respeitos que não somente o aluno conceituado normal mas todos deficientes ou não.
Portanto, o compromisso da escola é o de transmitir saberes, assim como introduzir o aluno no mundo social, cultural e científico e todos os seres humanos tem esse direito.
Lembremos também que é muito importante nesta questão o papel do professor, a sua formação tanto inicial quanto continuada para poder oferecer a todos os alunos com deficiência ou não uma educação de qualidade, DEMO (1992) alerta para a necessidade crescente de pensar em uma educação permanente para professores, isto porque as mudanças estão acontecendo muito rápido e a educação não fica atrás nestas mudanças. A tecnologia, e a produção de conhecimento fazem-se necessário que o professor sempre procure estar se atualizando profissionalmente.
Assim pensar na educação inclusiva hoje é necessário que tanto a escola, a família, mas principalmente o docente precisa ter consciência de sua postura, para poder oferecer, conhecimentos e saberes que serão necessários na vida de todos. A inclusão de portadores de necessidades especiais é um grande desafio para professores, entidades e a sociedade, bem como para a família, pois mesmo com as leis que garantam esta inclusão há certo desconforto em se lidar com essa situação. Mônica de Carvalho Magalhões Kassar,Doutora em Educação fala do caminho percorrido no Brasil pelos deficientes para atingirem a inclusão escolar e social, faz uma reflexão sobre o discurso assistencialista que envolve,assim como as dificuldades que permeiam a consolidação da cidadania dos indivíduos deficientes enquanto integrantes na sociedade.
Lembremos também do despreparo profissional dos envolvidos, combatendo assim os métodos tradicionais que acabam segregando ainda mais os indivíduos com deficiência, tanto na vida escolar quanto na vida social. Mostrando afinal os principais problemas da inclusão, alguns teóricos que a defendem apontam ainda como a cada dia a noção de deficiência vem sendo superada, a partir das áreas da História, Filosofia, a Educação Física e a área da saúde mostram como substituir a noção de deficiência em eficiência já que hoje em dia vemos a superação das limitações dos indivíduos diferentes.Edivaldo José Bortoleto,Doutor em Semiótica no Diálogo com a Filosofia nos aponta a trajetória histórica desde a Antigüidade clássica até a idade contemporânea,nesse percurso somos levado a refletir sobre o que é o corpo e como temos tratado ao longo dos tempos,principalmente do corpo deficiente. Através das linhas barrocas e kantinianas do pensamento o diferente é apresentado como fundamental para que o homem contemporâneo possa se aceitar e assumir – se como tal. E aceitando – se ele pode ser o que deseja e assim percebe as faltas que tem.
A segregação e o confinamento em instituições que por incrível, ainda são práticas utilizadas em nossos dias. Mari Gândara,Doutora em Psicologia fala das possibilidades em a Educação Física se adaptar e ao mesmo tempo de superar os limites dos alunos deficientes,proporcionando Movimento e Percepção. Assim a aceitação da diferença de formas tão variadas faz – nos concluir que se por um lado a inclusão tem problemas, por outro a discussão sobre ela está se tornando mais amplo a cada dia. Os diferentes cada vez mais estão conseguindo espaço na educação, na sociedade, na vida profissional e as sabemos que ainda há muito a se fazer, também somos conscientes de que muito já foi feito. Marilene da Silva Cardoso, Pedagoga habilitada em Educação Especial, fala que as pessoas com necessidades especiais,antes de serem especiais são alunos e sujeitos e que suas necessidades são só especiais porque assim determina a sociedade.
Wagner de Angeli Ferraz, Pedagogo e Coordenador Pedagógico, aponta que a discussão sobre a inclusão ultrapassa as questões técnicas e metodológicas na escola diz respeito também as políticas públicas o envolvimento de todos exigindo assim, coragem e ousadia.
Portanto, como vimos a inclusão ainda precisa resolver muitos problemas, mas alguns estudiosos que estão embasando esta luta são unânimes em afirmar que ela é necessária,pois estamos antes de tudo falando em pessoas sujeitos históricos ,não somente portadores de alguma deficiência.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
BRASÍLIA, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996.
CLAUS, Dieter Stobaus;JUAN,José Mourim Mosquera (org): Educação Especial em Direção a Educação Inclusiva.Edipucrs Editora.Porto Alegre,RS,2004.
DEMO, Pedro: Formação de professores básicos. Em aberto. Brasília, v.12, n.54, p.23-42, abr./jun.1992.
KLAUS, Marshall H.; KENNEL, John H.; KLAUS, Phyllis H.: Vinculo: construindo as bases para um apego e para a independência. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
MANNONI, Maud. A criança retardada e a mãe. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A integração de pessoas com deficiência; considerações para uma reflexão sobre o tema. São Paulo; MEMNON. Editora SENAC. 1997.
REVISTA PÁTIO. Educação Infantil: Inclusão: Uma alternativa Ética. Ano III,nº 9.Artmed Editora.Porto Alegre,RS. Novembro 2005/ Fevereiro 2006.
REVISTA MOVIMENTO E PERCEPÇÃO; Yara Helena de Andrade. Espírito Santo do Pinhal, SP. Janeiro / junho 2005
SMITH, Patty Mcgill.apud RODRIGUES,Rosana Queiroz da Silva:A família e o diagnóstico da Deficiência.1985.
A inclusão escolar já é realidade. Muito tem se falado, debatido sobre o assunto. As diferenças de um modo geral são questionadas o tempo todo. É preciso definir, no entanto, quem vai ser incluído, sabe-se que a camada da população que mais cresce é aquela que desafia a escola que são as crianças com necessidades especiais.
Além disso, a realidade escolar hoje é que precisa ser mudada, a escola, os professores, os administrativos, e principalmente as famílias que tem que adquirir o conceito real da inclusão. A primeira dificuldade é a aceitação da deficiência que o filho (a) possui e esse processo é lento e muitas vezes doloroso. Porque os pais planejam a chegada de uma criança normal e com suas características físicas, com saúde perfeita, e linda. Nem imaginam, nem sonham com crianças com algum tipo de deficiência. E de acordo com SMITH, (1985, p.17):
O desapontamento de que um filho não seja perfeito oferece uma ameaça ao ego de muitos pais e um desafio a seu sistema de valores, esse choque em relação às expectativas anteriores cria relutância para aceitar o filho como uma pessoa de valor, em desenvolvimento.
Percebe-se, portanto que os pais também encontram dificuldades em aceitar os filhos com deficiência assim pode gerar conflitos e desajustes na maioria das vezes quando a família não consegue superar essa dificuldade, acaba atrapalhando a inclusão tanto na sociedade como na escola.
A chegada de uma criança deficiente de início se não é nítido a mãe até pensa que a criança é normal. Então Klaus, Kennel e Klaus (2000), fala da importância dos primeiros momentos de vida da criança com a mãe que pode tornar mais fácil a investida de falar do problema depois de certo tempo em que a mãe já tenha tirado suas próprias impressões, assim quando o médico for expor a deficiência para os pais, acredita-se que a mãe já tenha exercido sua função de maternidade. Neste sentido MANNONI, apud AZEVEDO e POTTI, (1991, p.14) diz que:
O nascimento de um filho representa para uma mãe a recompensa ou repetição de sua própria infância. O filho vai ocupar lugar em seus sonhos perdidos, vai preencher aquilo que ficou vazio em seu próprio passado. Quando o filho encarregado de recuperar os sonhos perdidos da mãe nasce doente, a irrupção na realidade de uma situação a faz entrar em choque, pois no memento em que, no plano fantasmático, seus vazios eram preenchidos por um filho imaginário surge um ser real que, não só vai renovar seus traumas e insatisfações, como deixa-los mais intensos do que antes. (MAUD MANNONI, 1999)
As mães, portanto, sentem-se culpadas, frustradas, se perguntam o que fizeram de errado, enfim chegam ao fundo do poço para depois então entenderam que filhos são bênçãos de Deus, e percebem que crianças que nascem com deficiências em suas mãos e são elas as escolhidas por Deus para cuidar dessas crianças.
Por outro lado ao buscarem ajuda de profissionais especializados, tentam entender o que fazer e o que as crianças irão precisar, e quando não encontram respostas desses profissionais de suas aflições sentem-se decepcionadas e os médicos impotentes com a situação e por mais que se esforcem sabem que não poderão ter a cura definitiva desta criança. As mães mesmo sabendo que não tem saída e que precisam lidar com a situação vão questionar sempre os diagnósticos, sempre vão ter esperança na “cura”, pensam então que médico irá dar as respostas que elas não irão ouvir, mas buscam também alguém que na fachada de tranqüilidade perceba que elas não agüentam mais. (Azevedo, Potti).
Portanto percebe-se que a aceitação de uma criança deficiente é muito dolorosa, vem a rejeição, a culpa e até mesmo de acusação contra o médico que fez o parto desta criança é o que fala Rosana Queiroz em seu depoimento com a chegada de sua filha com síndrome de Dwan:
Foram os piores momentos da nossa vida, sentimento de dor, culpa tristeza, frustração profunda, e que comprometeu a formação de vínculo inicial mãe/bebê. Na verdade eu olhava para ela e sentia uma versão intensa, e imaginei que tudo não passava de uma ilusão que nada era real... Chamamos o pediatra,em seguida ele entrou,perguntei por que eles fizeram isso, por que atrasaram o parto nesse momento atribui a culpa à equipe médica.
È certo que a inclusão de portadores com necessidades especiais está amparada na Lei nº 9394/96, que delega à família, à escola e à sociedade o compromisso de uma escola para todos.
Se nos reportarmos para o passado perceberemos o caminho da exclusão, em que os portadores de algum tipo de necessidade eram banidos da sociedade. Hoje isso não acontece mais, mas ainda há a exclusão em instituições que foram criadas para solucionar o “problema”. E segundo MANTOAN, (1997, P.20):
[...] enquanto a pessoa está adequada às normas, no anonimato ela é aceita. Basta, no entanto, que ela cometa qualquer infração ou adquira qualquer traço de anormalidade para que seja denunciada como desviante.
Na década de 60, por exemplo, vemos a explosão de instituições especializadas que foram feitas para “proteger” o deficiente, mas na realidade era uma forma mascarada de excluí-los da sociedade. A pessoa deficiente convive com sua família e por isso também precisa viver em sociedade.
Na década de 80 novos rumos tomam para tentar integrar o portador deficiente, mas alguns estudiosos perceberam que esta integração não era suficiente, pois, precisavam integrá-los de forma absoluta como seres participantes na sociedade.
Assim considerando que a diferença é inerente ao ser humano, e que de uma forma geral todos nós somos diferentes, a diversidade então é muito natural, e percebe-se que todos nós temos direitos e deveres na sociedade surgem então o conceito inclusão. ”Este é o termo que se encontrou para definir uma sociedade que considera todos os seus membros como cidadãos legítimos”. Mader in Mantoan,(1997,p.47).
E na educação isso não é regra, pois a escola desde os primeiros tempos esta preparada para transmitir conhecimentos científicos para pessoas ditas normais e quando se depara com as diferenças encontra muitas dificuldades. Além disso, transmitir conteúdos curriculares não é tão somente preparar o aluno para a vida, mas prepará-lo para o mercado competitivo que está posto em nossos dias e isso se exige muito da escola e principalmente do educador. Precisamos, portanto, combater o comodismo e a descrença e mostrar que a inclusão é uma oportunidade para que todos demonstrem suas competências e habilidades. (Mantoan).
A inclusão como já sabemos é uma realidade, portanto, não basta somente falarmos, é preciso adequar para nossa prática docente. Sabemos que as pessoas com alguma deficiência física, mental ou sensorial por suas próprias limitações motoras ou sociais agravadas por sentimentos paternalistas que não valorizam suas potencialidades, crescem com uma restrita interação com o meio e a realidade que as cercam.
É preciso primeiramente lembrar que quando estas crianças com necessidades educacionais especiais ingressam em um sistema educativo, vivenciam situações em seu cotidiano que estão além da sua realidade e que muitas vezes acabam sendo excluídas, porque têm suas limitações, suas necessidades diferenciadas. Frequentemente são submetidas a um modelo educacional na qual continuam sendo objeto e não o sujeito de seu próprio processo educativo.
Assim a inclusão faz-se necessária porque vai tentar fazer com que o docente trabalhe de uma forma diferenciada, com as crianças valorizando sua potencialidade, além de fazer de suas aulas mais dinâmicas e interessantes não somente para os indivíduos com necessidades educacionais especiais, mas para todos os alunos tornando assim a inclusão um fator real.
Mas para que o aprendiz seja um sujeito ativo, participante e construtor de seu próprio conhecimento (Piaget) é preciso que sejam oferecidas condições necessárias para praticar a sua capacidade de pensar, comparar, formular e testar ele mesmo suas hipóteses, relacionar conteúdos e conceitos.
Neste sentido a educação precisa acolher a diversidade pensar que todos os indivíduos são diferentes, e assim o papel da escola é trabalhar com essas diferenças. A adaptação de conteúdos curriculares faz-se necessário, para tanto ao elaborar tais conteúdos é preciso que o professor faça uma observação diagnóstica da sua sala de aula e se ele por ventura já tem alunos com necessidades educacionais especiais é preciso que trabalhe de uma forma diferenciada e diversificada visando ao aluno especial o pleno desenvolvimento de suas potencialidade e sua efetiva participação na sociedade.
Desta forma as adaptações de acesso dos espaços físicos, curriculares, metodologias, materiais didáticos pedagógicos que visam a integrar a criança com necessidade especial é necessário no cotidiano docente. E de acordo com Montoan (2006, p.10):
Assim o desafio é construir alternativas para lidar com a diversidade, buscando fazer das escolas um lugar de potencialização das expressões individuais e coletivas, da comunidade e de sua cultura.
Portanto não há como pensar em educação inclusiva sem procurarmos nos adaptar, mudar nossos próprios conceitos, e vermos que em sala de aula todos os alunos de certa forma são diferentes, nossas salas, portanto não é como a maioria pensa homogênea, mas muito bem diversificado. Angelli Ferraz destaca que a discussão da inclusão nas escolas ultrapassa as questões metodológicas e técnicas e envolvem as políticas públicas e isso exige coragem e ousadia. Marilene da Silva Cardoso vai mais além ela fala que as pessoas especiais só o são porque a sociedade assim os determina. É necessário frisar, que oferecer uma escola com um ambiente favorável à escola, não é só ter conhecimento das mais variadas diversidades, o que é possível ser trabalhado, ou o que a criança já possui de conhecimento, mas respeitar suas limitações, reconhecer suas diferenças e valorizar suas potencialidades. E de acordo com CARNEIRO, (1997, p.33):
[...] os portadores de deficiência precisam ser considerados, a partir das suas potencialidades de aprendizagem. Sobre esse aspecto é facilmente compreensível que a escola não tenha que consertar o defeito, valorizado as habilidades que o deficiente possui, mas ao contrário, trabalhar sua potencialidade, com vista em seu desenvolvimento.
Lembremos também que a escola tem toda uma bagagem de cultura e saberes que atendam as necessidades da sociedade e este conceito é histórico. E, no entanto se a criança com deficiência antes era banida da sociedade hoje ela tem a garantia de ser participante dessa sociedade, que pode ser igual às outras crianças e com seus direitos garantidos. Para isso é necessário pensar em uma escola com estrutura, avaliação, metodologia, etc,que atenda de uma forma que o conhecimento chegue também para essas crianças., pois apesar de a escola se declarar liberal que aceita as diferenças, as diversidades isto ainda não é uma realidade e é preciso que ela a escola assuma definitivamente o seu papel, o seu compromisso de com as mudanças sociais,com os cuidados e respeitos que não somente o aluno conceituado normal mas todos deficientes ou não.
Portanto, o compromisso da escola é o de transmitir saberes, assim como introduzir o aluno no mundo social, cultural e científico e todos os seres humanos tem esse direito.
Lembremos também que é muito importante nesta questão o papel do professor, a sua formação tanto inicial quanto continuada para poder oferecer a todos os alunos com deficiência ou não uma educação de qualidade, DEMO (1992) alerta para a necessidade crescente de pensar em uma educação permanente para professores, isto porque as mudanças estão acontecendo muito rápido e a educação não fica atrás nestas mudanças. A tecnologia, e a produção de conhecimento fazem-se necessário que o professor sempre procure estar se atualizando profissionalmente.
Assim pensar na educação inclusiva hoje é necessário que tanto a escola, a família, mas principalmente o docente precisa ter consciência de sua postura, para poder oferecer, conhecimentos e saberes que serão necessários na vida de todos. A inclusão de portadores de necessidades especiais é um grande desafio para professores, entidades e a sociedade, bem como para a família, pois mesmo com as leis que garantam esta inclusão há certo desconforto em se lidar com essa situação. Mônica de Carvalho Magalhões Kassar,Doutora em Educação fala do caminho percorrido no Brasil pelos deficientes para atingirem a inclusão escolar e social, faz uma reflexão sobre o discurso assistencialista que envolve,assim como as dificuldades que permeiam a consolidação da cidadania dos indivíduos deficientes enquanto integrantes na sociedade.
Lembremos também do despreparo profissional dos envolvidos, combatendo assim os métodos tradicionais que acabam segregando ainda mais os indivíduos com deficiência, tanto na vida escolar quanto na vida social. Mostrando afinal os principais problemas da inclusão, alguns teóricos que a defendem apontam ainda como a cada dia a noção de deficiência vem sendo superada, a partir das áreas da História, Filosofia, a Educação Física e a área da saúde mostram como substituir a noção de deficiência em eficiência já que hoje em dia vemos a superação das limitações dos indivíduos diferentes.Edivaldo José Bortoleto,Doutor em Semiótica no Diálogo com a Filosofia nos aponta a trajetória histórica desde a Antigüidade clássica até a idade contemporânea,nesse percurso somos levado a refletir sobre o que é o corpo e como temos tratado ao longo dos tempos,principalmente do corpo deficiente. Através das linhas barrocas e kantinianas do pensamento o diferente é apresentado como fundamental para que o homem contemporâneo possa se aceitar e assumir – se como tal. E aceitando – se ele pode ser o que deseja e assim percebe as faltas que tem.
A segregação e o confinamento em instituições que por incrível, ainda são práticas utilizadas em nossos dias. Mari Gândara,Doutora em Psicologia fala das possibilidades em a Educação Física se adaptar e ao mesmo tempo de superar os limites dos alunos deficientes,proporcionando Movimento e Percepção. Assim a aceitação da diferença de formas tão variadas faz – nos concluir que se por um lado a inclusão tem problemas, por outro a discussão sobre ela está se tornando mais amplo a cada dia. Os diferentes cada vez mais estão conseguindo espaço na educação, na sociedade, na vida profissional e as sabemos que ainda há muito a se fazer, também somos conscientes de que muito já foi feito. Marilene da Silva Cardoso, Pedagoga habilitada em Educação Especial, fala que as pessoas com necessidades especiais,antes de serem especiais são alunos e sujeitos e que suas necessidades são só especiais porque assim determina a sociedade.
Wagner de Angeli Ferraz, Pedagogo e Coordenador Pedagógico, aponta que a discussão sobre a inclusão ultrapassa as questões técnicas e metodológicas na escola diz respeito também as políticas públicas o envolvimento de todos exigindo assim, coragem e ousadia.
Portanto, como vimos a inclusão ainda precisa resolver muitos problemas, mas alguns estudiosos que estão embasando esta luta são unânimes em afirmar que ela é necessária,pois estamos antes de tudo falando em pessoas sujeitos históricos ,não somente portadores de alguma deficiência.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
BRASÍLIA, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996.
CLAUS, Dieter Stobaus;JUAN,José Mourim Mosquera (org): Educação Especial em Direção a Educação Inclusiva.Edipucrs Editora.Porto Alegre,RS,2004.
DEMO, Pedro: Formação de professores básicos. Em aberto. Brasília, v.12, n.54, p.23-42, abr./jun.1992.
KLAUS, Marshall H.; KENNEL, John H.; KLAUS, Phyllis H.: Vinculo: construindo as bases para um apego e para a independência. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
MANNONI, Maud. A criança retardada e a mãe. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A integração de pessoas com deficiência; considerações para uma reflexão sobre o tema. São Paulo; MEMNON. Editora SENAC. 1997.
REVISTA PÁTIO. Educação Infantil: Inclusão: Uma alternativa Ética. Ano III,nº 9.Artmed Editora.Porto Alegre,RS. Novembro 2005/ Fevereiro 2006.
REVISTA MOVIMENTO E PERCEPÇÃO; Yara Helena de Andrade. Espírito Santo do Pinhal, SP. Janeiro / junho 2005
SMITH, Patty Mcgill.apud RODRIGUES,Rosana Queiroz da Silva:A família e o diagnóstico da Deficiência.1985.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
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