quarta-feira, 14 de julho de 2010

ALGUMAS BRINCADEIRAS PARA REALIZAR COM TODOS OS ALUNOS EM SALA DE AULA

BOLICHE

RECURSOS NECESSÁRIOS:

 (Uma bola leve (meia, plástico ou de tênis), dez garrafas do mesmo tamanho podem ser garrafas de refrigerante ou água).
 Organização da classe: as dez garrafas são dispostas formando um V e toda a classe senta-se em volta como meia-lua.

DESENVOLVIMENTO DA BRINCADEIRA:

 Cada participante na sua vez joga uma bola, a partir de uma linha traçada, para ver quem consegue derrubar mais garrafas.
 O vencedor será aquele que, após um número de jogadas combinado, conseguir derrubar o maior número de garrafas
 No jogo de boliche é preciso derrubar os pinos, conte os pinos derrubados e registre os números correspondentes.

Caixinha de surpresa

 Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papeizinhos várias tarefas engraçadas.

 Coloca dentro de uma caixinha.
 Sentados em círculo, a caixinha irá circular de mão em mão, até a música parar.
 Quem estiver com a caixinha na mão no momento que a música parar deverá tirar um papel da caixinha e executar a tarefa.

Peixinhos tubarões

 Separados em dois times, deverão formar o time dos peixinhos e dos tubarões.
 No momento em que tocar uma música baixinho, os peixinhos saem para passear.
 Quando tocar uma música alta, os tubarões saem para tentar pegar os peixinhos, que deverão voltar correndo.
 O peixinho que for pego vira tubarão.

SENHOR CAÇADOR

 As crianças ficam em roda e uma delas será o caçador que deverá ficar com os olhos vendados. Todos os outros cantam:
“Senhor caçador,
preste bem atenção!
Não vá se enganar,
Quando o galo cantar!
Canta, galo!”
 Uma das crianças imita a voz do galo e o caçador deverá adivinhar quem é. Se não descobrir pagará uma prenda que o galo dirá qual é.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Secretaria Municipal de Educação
Departamento Pedagógico
Coordenação de Educação Especial: Wilma Moreira Kleinhans;
Projeto Educação Especial

Em busca de um atendimento educacional especializado

Justificativa:
O desafio da educação especial brasileira é a implantação de uma educação de qualidade e com a organização de escolas que atendam a todos os alunos sem nenhum tipo de discriminação e que reconheçam as diferenças como fator de enriquecimento no processo educacional. Com base nos pressupostos legais da Constituição Federal de 1988, o artigo 205 prevê o direito de todos à educação e o artigo 208 prevê o atendimento educacional especializado, e a inclusão escolar, fundamentada na atenção à diversidade, exigindo mudanças estruturais nas escolas comuns e especiais. A fundamentação filosófica pressupõe que todos os alunos de uma comunidade, independente de suas necessidades educacionais especiais, etnia, gênero, diferenças lingüísticas, religiosas, sociais, culturais, entre outras, tem o mesmo direito de acesso à escolarização, com o grupo de sua faixa etária e que a escola deva acolher e valorizar as diferenças. A educação especial, por sua vez, converte-se em uma modalidade transversal de educação escolar que permeia todos os níveis, etapas e modalidades de educação, por meio da realização do atendimento educacional especializado, definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais, orientando e colaborando com a educação regular comum, em benefício de todos os alunos. Todos os alunos devem aprender juntos, sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentam.
As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com toda a comunidade. (Declaração de Salamanca, 1994) UNESCO (1994). Declaração de Salamanca e Enquadramento da Acção na Área das Necessidades Educacionais Especiais. Esta é a premissa da declaração de Salamanca, mas em dezembro de 1996, surgiu no Brasil uma lei que dá a garantia a todos os alunos: a Nova LDB nº 9.394/96. A atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20/12/1996, trata, especificamente, no Capítulo V, da Educação Especial. Define-a por modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. Assim, ela perpassa todos os níveis de ensino, desde a Educação Infantil ao Ensino Superior. Nesta seção, encontram-se textos conceituais, entrevistas, artigos, nomes de entidades, experiências educacionais, legislação, entre outros, que possam subsidiar o estudo e as discussões sobre o tema. É impossível se ter salas homogêneas. Trabalhar com diversidade é uma das exigências ao desenvolvimento de competências dos professores, pois, através delas, tanto o professor quanto os alunos estarão cumprindo com seu papel de cidadão dentro de um contexto democrático, em que todos, dentro de suas particularidades, têm direitos e deveres. Em nossas semelhanças, somos diferentes, e a escola tem de mudar e se organizar para atender a essa diversidade; infelizmente, o que se vê nas redes privadas e públicas é o despreparo profissional e rude falta de estrutura física e logística da escola para atender a essa demanda. De nada adianta o desejo, se não se organizar para realizá-lo; não basta apenas intenção, se não houver a ação.
Ao trabalharmos numa perspectiva do respeito, obteremos respeito. Uma escola que desenvolve uma política inclusiva está plantando a semente para uma sociedade desprovida de preconceito, com noções mais igualitárias.
Com intenção de mudar a visão da realidade de hoje é que foi aprovada, em Londres, Grã-Bretanha, pela Assembléia Governativa da Rehabilition Internacional, a Carta para o Terceiro Milênio, com a finalidade de garantir uma sociedade mais justa, com direitos e deveres iguais para toda a população.
Não basta garantir a inclusão apenas na sala de aula. A Carta para o Terceiro Milênio (MEC) assegura “os direitos das pessoas com deficiência, mediante o apoio a inclusão delas em todos os aspectos da vida” deixando claro que, em todos os aspectos, tem de haver o sentido da inclusão. É necessário quebrar as algemas da discriminação, do preconceito e da homogeneidade das pessoas, percebendo que todos os sujeitos, com deficiência ou não, devem viver como seres capazes e ativos em uma sociedade.
Além disso, expressão “atendimento especializado”, entendido de forma equivocada, como sinônimo de escolarização realizada pelas escolas com classes especiais, alimentou por longo período as práticas educacionais direcionadas a alunos com deficiência, bem como a formação de professores de educação especial. Tal erro, decorrente de um pensamento de que os alunos com deficiência não eram capazes de aprender, provocou a existência de um sistema, que impedia a inclusão escolar dos alunos nas escolas de rede regular de ensino. A correção deste erro foi possível na medida em que as teorias se aprimoraram e com a constatação de que os alunos ditos especiais também aprendiam.
Portanto, a Educação Especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das capacidades dos alunos com NEE (Necessidades Educacionais Especiais) em seus diversos níveis e valorizando a capacidade e as limitações de cada um.

Objetivo geral:
Pensando nisso temos como objetivos gerais:
 Implementar a Educação Especial de acordo com as normas requeridas pela Constituição Federal e LDB nº 9394/96, na rede municipal de ensino, garantindo o direito de todos à educação.

Objetivo Específico:
E como objetivos específicos têm:
 Entender o que vem a ser um atendimento educacional especializado para todos os alunos que deles necessitem;
 Buscar uma prática mais reflexiva para que a educação especial se aprimore cada vez mais em um atendimento especializado;
 Elaborar material didático de acordo com a abordagem transversal do AEE na eliminação de barreiras;
 Realizar atividades de cooperação entre os professores, enquanto prática fundamental na atuação docente;
 Possibilitar a interlocução entre as situações vivenciadas no cotidiano escolar do professor e os saberes do AEE.
 Garantir a formação continuada dos professores que estão nas Salas de Recursos, e professores que atendem alunos com NEE em salas da aula regular;
 Ressaltar para que haja inclusão é necessário um atendimento educacional especializado;
 Formar professores para realizar o AEE nas salas de recursos multifuncionais das escolas comuns da rede municipal de ensino.

Metodologia:
A metodologia do curso ofertará aos professores estudos teóricos e práticos sobre situações problemas do cotidiano escolar, para que consigam mais autonomia, criatividade e iniciativa. O curso será desenvolvido com aulas teóricas com leitura sobre as diversas deficiências, mas também na prática com oficinas e sugestões de atividades diversificadas. O curso será ministrado durante o período letivo a partir de fevereiro, com encontros quinzenais. Com horários a serem definidos com os participantes do curso. Serão realizadas sessões de estudo de acordo com os módulos e no final de cada módulo uma avaliação do processo ensino-aprendizagem.

Cronograma:
Os encontros serão realizados quinzenalmente, as quintas-feiras, período integral. As horas atividades devem ser organizadas sempre nas quintas-feiras, de modo a não interferir no atendimento ao aluno.
Avaliação
A avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Segundo Perrenoud (1999), a avaliação da aprendizagem, no novo paradigma, é um processo mediador na construção do currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos alunos. Mudando de paradigma, cria-se uma nova cultura avaliativa, implicando na participação de todos os envolvidos no processo educativo. Isto é corroborado por Benvenutti (2002), ao dizer que a avaliação deve estar comprometida com a escola e esta deverá contribuir no processo de construção do caráter, da consciência e da cidadania, passando pela produção do conhecimento, fazendo com que o aluno compreenda o mundo em que vive, para usufruir dele, mas também para poder transformá-lo. Se as nossas metas são educação e transformação, não nos resta outra alternativa senão juntos pensar uma nova forma de avaliação. Romper paradigmas, mudar nossa concepção, mudar a prática.
Neste sentido, Perrenoud (1993), afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola. Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas habituais, criando insegurança e angústias e este é um obstáculo que não pode ser negado pois, envolverá toda a comunidade escolar. Assim a avaliação de cada módulo das Sessões de Estudo será muito útil para a Educação Especial para a formação dos docentes participantes, pois cada um saberá responder aos seus saberes, e como transformar sua prática.


Referencial Bibliográfico

LDBEN, Leis Diretrizes e Bases da Educação, Nº 9.394, de 1996.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional. Brasília: MEC/SEESP, 1994.

BENVENUTTI, D. B. Avaliação, sua história e seus paradigmas educativos. Pedagogia: a Revista do Curso. Brasileira de Contabilidade. São Miguel do Oeste - SC: ano 1, n.01, p.47-51, jan.2002.

cadernos@cedes.unicamp.br

PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação. Perspectivas sociológicas. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1993.

Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre; Artmed, 1999.

WWW.portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf