terça-feira, 23 de novembro de 2010

TÉCNICA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: WILMA MOREIRA KLEINHANS


INTERVENÇÕES E SUGESTÕES PEDAGÓGICAS


A lei é categórica: todas as crianças e jovens de 6 a 14 anos devem estar matriculados na rede regular de ensino, sem exceção. Entre os objetivos que se apresentam, está o de ensinar os conteúdos curriculares de uma forma que permita também aos que têm deficiência mental aprender. Para alcançá-lo, é necessário respeitar o ritmo e os limites de cada aluno e propor as mesmas atividades a toda a turma - incluindo os estudantes que têm deficiências como síndrome de Down, síndrome de Williams e autismo. A proposta pedagógica deve levar em conta também as necessidades de adaptação dos alunos com deficiência a pessoas e ambientes novos. São comum essas crianças e jovens, assim que entram na escola regular, não quererem permanecer mais do que cinco minutos dentro da sala de aula, terem comportamento agressivo ou se refugiarem no isolamento.

REMOVENDO BARREIRAS À APRENDIZAGEM E À PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

Criando Culturas Inclusivas

 Promover atividades conjuntas que envolvam o coletivo da comunidade escolar, objetivando o desenvolvimento de habilidades adaptativas (sociais, de comunicação, cuidado pessoal e autonomia, entre outros) e a participação na vida em sociedade.
 Sensibilizar e conscientizar a comunidade escolar no sentido de reconhecer que as pessoas com acentuadas dificuldades de aprendizagem, possuem um potencial diferenciado e que todos são capazes de enfrentar desafios e superá-los, de acordo com o próprio ritmo.
 Oportunizar a participação efetiva dos pais como co-responsáveis na tomada de decisão na educação de seus filhos.

Produzindo políticas inclusivas
 Prever os tipos de apoio e serviços especializados mais adequados aos alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem, de modo que a maioria atinja os objetivos propostos.
 Prever a provisão de materiais didático-pedagógicos variados de suporte e ajuda para trabalhar com as dificuldades específicas dos alunos.
 Assegurar a flexibilização curricular, destacando a temporalidade, já que estes alunos necessitam de mais tempo para aprender novas habilidades e para generalizar as aprendidas a outras situações diferentes.
 Oportunizar o trabalho integrado entre o corpo docente, equipe técnico-pedagógica e a família.
 Promover a conscientização dos pais para que colaborem na educação de seu filho.
Desenvolvendo práticas inclusivas

 Levar em conta variáveis como as experiências prévias do aluno, o momento de início da intervenção educativa, os contextos onde o aluno transita, os resultados da avaliação no contexto escolar e as inovações tecnológicas entre outros, para o desenvolvimento real da aprendizagem.
 Considerar, para planejamento das atividades a serem propostas, o nível de desenvolvimento do aluno para que possa haver aprendizagem significativa.
 Promover atividades em sala de aula, individuais e em grupos, favorecendo a relação do aluno com seus pares, oportunizando a troca de informações gerais e a aprendizagem dos conteúdos escolares, além do exercício das práticas colaborativo-cooperativas.
 Desenvolver atividades que permitam vivenciar a escola na sua totalidade (biblioteca, pátio, secretaria, cozinha, quadra de esportes, entre outros), de forma organizada e planejada favorecendo o desenvolvimento das habilidades adaptativas.
 Assegurar o desenvolvimento de auto-estima e auto-conceito positivo, oportunizando situações que incentivem os alunos a fazer escolhas e decidir sobre o que planejar, motivando e reforçando cada aspecto do processo de aprendizagem.
 Analisar os conteúdos e objetivos curriculares, seqüenciá-los e subdividi-los, organizando tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos(em pequenos passos), de acordo com seu nível cognitivo e as habilidades já desenvolvidas.
 Diversificar as estratégias metodológicas para a aprendizagem (jogos pedagógicos, construção de maquetes, desenhos, teatro e música entre outros), respeitando os interesses e a faixa etária dos alunos.
 Eleger técnicas e estratégias metodológicas mais adequadas a cada caso, evitando-se equívocos e submeter os alunos a tentativas de ensaio e erro, ou fracasso, que possam causar sua insegurança.
 Utilizar materiais significativos, conectados com as experiências prévias, os mais próximos possíveis da realidade do aluno e, dependendo de seu nível cognitivo e faixa etária, ir gradativamente, e segundo sua evolução, favorecendo os processos mais complexos de representação simbólica e abstração.
 Ter conhecimento prévio do material a ser utilizado, observando aspectos relacionados ao seu manejo, funcionalidade e significatividade para a aprendizagem do aluno.
 Priorizar, com as crianças pequenas, os materiais coloridos, com formas grandes, apresentação atrativa, agradáveis de manipular, próximos de sua realidade, nível de interesse e gostos particulares, favorecendo a motivação, a atenção, a discriminação e percepção de diferenças, entre outros.
 Planejar a sequenciação de conteúdos matemáticos, incluindo quando necessário elementos gráficos e manipulativos que facilitem a compreensão da informação pelos alunos.
 Realizar as avaliações utilizando instrumentos bem estruturados e diversificados (desenho, trabalhos práticos, oralidade,...), através de situações concretas, as mais adaptadas possíveis às possibilidades dos alunos.
 Adequar as ajudas e recursos disponíveis às necessidades do aluno, administrando-os de forma eficaz, de forma a favorecer suas aprendizagens.
 Favorecer a discriminação e memória visuais, facilitando processos de codificação, de observação, atenção, percepção global ou por detalhes, entre outros.
 Estar atento aos procedimentos utilizados para dar instruções e apresentar atividades em de aula, fazendo-o de maneira clara e sem interferência, envolvendo os diversos canais de aprendizagem, ressaltando estímulos mais ou significativos, solicitando repetição verbal do aluno, de forma que sua atenção que sua atenção seja focalizada e que a informação seja compreendida para a realização da tarefa.
 Conhecer o grau de coordenação motriz e o desenvolvimento da psicomotricidade fina do aluno, para a realização das tarefas, para prover adaptações ou ampliação dos materiais do tipo manipulativo.
 Refletir sobre as adaptações propostas, de modo a não infantilizar ou empobrecer o currículo.

ALGUMAS SUGESTÕES:


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Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.
As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas. Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.
Atividades para crianças com deficiência mental:
É importante dividir qualquer tarefa em etapas gradativas, tão pequenas quanto for necessário. Por exemplo, começar por um jogo simples, colocando uma bola pequena numa xícara. Comece com o Auxílio Mínimo até o Auxílio Máximo, siga a lista abaixo até obter uma resposta.
Auxílio Mínimo
1. Instrução verbal
Com a bola dentro da xícara apenas fale: “pegue a bola.”
2. Fala e gesto
Com a bola dentro da xícara fale: “pegue a bola” e aponte para a xícara.
3. Orientação
Retire a bola da xícara e guie a criança até ela, ao falar “pegue a bola”.
Auxilio Máximo
Com base na atividade mencionada anteriormente, faça um seguimento completo: segure a mão da criança, feche seus dedos ao redor da bola, posicione sua mão sobre a xícara e faça-a soltar a bola.
Você pode repetir a atividade de tirar e colocar a bola na xícara para trabalhar a percepção da criança
E no que diz respeito ao estímulo?
1. Quando alguma coisa nova for feita, elogie.
2. Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.
3. À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.
4. Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.
Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois.
Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.
Utilizando um quebra-cabeça
Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.
Atenção: problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.
A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:
Baixa capacidade de atenção.
• Instabilidade psicomotora.
• Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.
• Ausência de iniciativa.
• Dificuldades motoras.
• Dificuldade para ater-se às regras.
• Fragilidade às frustrações.
Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Jogos e atividades ALFABETIZAÇÃO

Analise cada jogo abaixo e aplique aos alunos de forma a ajudarem a refletirem sobre a escrita e leitura.
1- Jogo dos 7 erros: a prof.ª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituições.
2- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.
3- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.
4- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.
5- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.
6- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.
7- Jogo dos 7 erros: a Prof.ª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.
8- Jogo dos 7 erros: a profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.
9- Caça palavras: a Prof.ª monta o quadro e dá só uma pista: “Ache 5 nomes de animais” por exemplo.
10- Caça palavras: a Prof.ª monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.
11- Caça palavras no texto: a Professora dá um texto ao aluno e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.
12- Jogo da memória: o par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.
13- Jogo da memória: o par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.
14- Jogo da memória: o par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.
15- Cruzadinha: A Professora monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e “descobre” quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.
16- Cruzadinha: A Professora monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.
17- Cruzadinha: A Professora monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.
18- Bingo de letras: as cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras letras dos dois tipos, misturadas.
19- Bingo de palavras: as cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras letras dos dois tipos.
20- Bingo: a professora deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). A profª sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.
21- Bingo: as cartelas devem conter letras variadas. A professora dita palavras e a criança devem procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.
22- Quebra cabeça de rótulos: a professora monta quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a “ordem das letras”23- Dominó de palavras: em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.
24- Ache o estranho: a Professora recorta, de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um “estranho” (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por “A” e uma por “J”; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.
25- Procure seu irmão: os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecidos e, seu respectivo nome, em letra bastão.
26- “Procure seu irmão”: os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.
27- Jogo do alfabeto: Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais).
Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um.
Vá dando as tarefas, uma a uma:
- levantar a letra;
- organizar em ordem alfabética;
- o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela;
- formar frases com a palavra escolhida;
- formar palavras com o alfabeto móvel;
- contar as letras de cada palavra;
- separar as palavras em sílabas;
- montar histórias com as palavras formadas;
- montar o nome dos colegas da sala;
- montar os nomes dos componentes do grupo.
28- Pares de Palavras
Objetivo: utilizar palavras do dicionário
Destreza predominante: expressão oral
Desenvolvimento: O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra). Dividir a classe em duplas. Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas. A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa. O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.
29- Formando palavras
Número de jogadores: 4 por grupo.
Material: 50 cartões diferentes (frente e verso).
Um kit de alfabeto móvel por grupo (com pelo menos oito cópias de cada letra do alfabeto)
Desenvolvimento: Embaralhe os cartões e entregue dez deles para cada grupo;
Marque o tempo – 20 minutos – para formarem a palavra com o alfabeto móvel no verso de cada desenho. Ganha o jogo o grupo que primeiro preencher todos os cartões.
Variações:
Classificar (formar conjuntos) de acordo:
- com o desenho da frente dos cartões;
- com o número de letras das palavras constantes dos cartões;
- com o número de sílabas das palavras dos cartões;
- com a letra inicial;
30- Treinos de rimas
Várias cartas com figuras de objetos que rimam de três formas diferentes são colocadas diante das crianças. Por exemplo, pode haver três terminações: /ão/, /ta/, /ço/. Cada criança deve então retirar uma carta, dizer o nome da figura e colocá-la numa pilha com outras figuras que tenham a mesma rima. O teste serve para mostrar as palavras que terminam com o mesmo som. Ao separá-las de acordo com o seu final, juntam-se as figuras em três pilhas com palavras de terminações diferentes.
31- Treinos de alterações
Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga). A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras (por exemplo, desenho-modelo: coração; desenhos com o mesmo final: televisão, leão, balão, mão; desenhos com finais diferentes: dado, uva, fogo).
32- Treinos de consciência de palavras
Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase. Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta. Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão". Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido. Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.
33- Quantas sílabas têm...
A professora fala uma palavra e o aluno “bate palma(s)” de acordo com o número de silabas.
34- Adivinha qual palavra é: A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)
35- Lá vai a barquinha carregadinha de ...
A professora fala uma LETRA (ou sílaba) e as crianças escolhem as palavras. Ex.: frutas iniciadas com M - maçã, morango, melão, etc...

36- Adivinhando a palavra
O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial)
37- Quantas sílabas?
A professora fala uma palavra e a criança risca no papel de acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)
38- Descobertas de palavras com o mesmo sentido
Ajude o aluno a perceber que o mesmo significado pode ser representado por mais de uma palavra. Isso é fácil de constatar pela comparação de frases como as que se seguem:
• O médico trata dos doentes
• O doutor trata dos doentes
Forneça, em frases, exemplos do emprego de sinônimos de uso comum como:
• Bonita, bela;
• Malvado mau;
• Rapaz; moço
• Bebê; neném;
• Saboroso; gostoso
39- Descobertas de palavras com mais de um significado
Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc
40- Respondendo a perguntas engraçadas
Faça-as pensar sobre a existência de homônimos através de brincadeiras ou adivinhações:
• a asa do bule tem penas?
• O pé da mesa usa meia?
• A casa do botão tem telhado?
41- Escrita com música
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos; 2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel; 3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor; 4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música; 5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.
Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.
42- Conversa por escrito: 1) dividir a classe em duplas; 2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel; 3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.
Observações: 1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida; 2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.
Objetivo específico dessa atividade: ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.
43- Interpretando por escrito
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma; 2) numerá-los de 1 a 4; 3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas); 4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos; 5) ler as interpretações obtidas.
44- Brincando com as cores:
1) dividir a classe em equipes de 4 elementos; 2) numerar os participantes de cada uma; 3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos; 4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida; 5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.
Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes. Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando “dar pistas” a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação. Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).
45- Compondo um belo texto-poema
1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro; 3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas; 5) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.
46- Cinema imaginário
1) dividir a sala em equipes ou grupos; 2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes; 3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas; 4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles.
“A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados, ...)
47- Criações de um país imaginário
1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) pedir-lhes que produzam um texto, com ou sem ilustração, descrevendo um país imaginário, de criação da equipe; 3) solicitar que cada uma dessas leia para as demais o texto produzido por ela; 4) afixar, no mural da sala, os textos produzidos pelas equipes.
48- “ Se eu fosse ...”
1) dividir a classe em equipes ou grupos; 2) pedir que cada uma complete as lacunas ou pontilhado com o nome de um objeto, animal, planta, personagem ou personalidade humana que gostaria de ser; 3) solicitar que escrevam e/ou desenhem a respeito do que gostariam de ser; 4) pedir que exponham suas produções aos colegas; 5) sugerir que as coloquem no mural ou varal de classe.
49- Jogo do segredo (telefone sem fio)
Dizer uma pequena frase a uma criança e ela diz essa frase ao ouvido da criança que está ao seu lado e assim sucessivamente até percorrer as crianças todas. A última diz a frase em voz alta para vermos se coincidiu com a frase inicial.
50- Jogo de formação de frases:
Montagem: faça várias cartelas em cores diferenciadas, contendo: os substantivos, ações, conectivos e pontuação, separadamente. (ex: substantivos em rosa, conectivos em azul, etc.).
Como jogar: a professora entrega a uma dupla de alunos cartelas contendo palavras, vogais e pontuação embaralhadas. Em seguida, pede a ela que forme as frases corretamente. Em outro momento, pergunta-lhe se é possível trocar elementos frasais com as demais duplas. Assim, os alunos treinam, de maneira lúdica, a comparação entre frases e entre elementos que estruturam uma frase, sem preocupar-se com nomenclatura. Em momento algum, a professora comenta a divisão de cores dos elementos. Ela deixa o aluno descobrir as diferenciações, instigando-o a reparar as diferenças. Outra forma de brincar é fazer com que uma criança monte a frase e a outra a leia em voz alta.

Números e Operações- Atividade 1.
Onde há números em nossa vida? Para que você os usa?
Nossa vida é rodeada de números. Quando nascemos já temos uma data de nascimento e números de peso, altura, número de registro de nascimento, tem numeração de calçado, enfim eles continuam nos acompanhando por toda nossa vida. Possuímos documentos com números, identidade, título eleitoral, certidão de casamento e outros. Moramos em uma casa numerada, temos número de telefone, conta bancária, recebemos salário, pagamos contas, precisamos controlar o que recebemos e o que gastamos, tudo isso com números presente. A questão numérica é bem importante em nossa vida, automaticamente as crianças logo vão associando os números, pois quando fazem 1 ano elas mostram 1 dedinho e assim elas vão associando quantidades. São muitas situações em que os números estão nos acompanhando vou citar mais algumas: Horas, precisamos controlar horários de trabalho, acordar, dormir, comer, consultas e outros. Numeração de roupas e calçados. Nas escolas temos números de alunos, em casa números de pessoas da família, número de população de uma cidade. Os livros são numerados por páginas e capítulos. Enfim são muitos números em nossa vida e eles são bem importantes e nos ajudam a organizar nossa vida.
Números e Operações- Atividade 2
Realizar atividades que envolvam situações que fazem parte do cotidiano das nossas crianças são bem importantes para o desenvolvimento das habilidades de nossos alunos e ainda proporcionam aprendizagens prazerosas. Costumo fazer esta atividade fazendo compras com meus alunos. Faço xerox de moedas e cédulas do livro Matemática da Minha Vida e confecciono com eles. Solicito que tragam embalagens diversas de casa, tais como: pasta de dente, sabonete, embalagens de alimentos, tudo que conseguirem coletar em casa. Peço que pesquisem também os preços. Em grupos montamos os mercadinhos na sala. Uns compram, outros vendem e vice-versa. Esta atividade é realizada com muito entusiasmo e interesse, pois isto faz parte da realidade deles. E realizando este tipo de atividade estamos preparando nosso aluno para a vida. Os alunos apresentam muito interesse e entusiasmo ao realizarem esta atividade, pois eles estão realizando algo que faz parte de suas vivências, conseguem trabalhar muito bem com a questão do dinheiro. Por isso é importante desenvolver com nossos alunos atividades relacionadas as suas realidades, com certeza as aprendizagens serão mais significativas e prazerosas.

Atividade 4

Uma das grandes dificuldades na resolução de problemas se destaca na interpretação da situação. Por isso comecei a realizar problemas com situações de vivências dos alunos e com vários questionamentos desenvolvendo assim o raciocínio e a interpretação. Compreendida a situação, o caminho para resolvê-la se torna bem mais fácil. Com este tipo de atividade os alunos realizam com mais facilidade e passam a gostar de resolver problemas. Uma sugestão de atividade: Montar na sala de aula três caixas com livros:

LITERATURA
INFANTIL
48 DIDÁTICOS
79 REVISTAS

Questionamentos:
• O que temos nas caixas?
• Que tipo de livros temos?
• O que você mais gosta de ler?
• O que tem em mais quantidade?
• O que tem em menos quantidade?
• Qual a diferença destas quantidades?
• Se 18 alunos pegarem livros infantis, quantos ficarão na caixa?
• Se juntarmos as caixas de didáticos e revistas, qual será o total?
• Qual o total das 3 caixas?
Atividade 5- Campo Multiplicativo

É possível trabalhar os conceitos de multiplicação e divisão nas séries iniciais, mas no início não é muito fácil a compreensão pelos alunos. Por isso é importante trabalhar com atividades lúdicas e de vivências dos alunos. É importante desenvolver relações entre as operações, estruturas numéricas, aditivas e multiplicativas, por mais que o aluno não as domine de imediato, vai gradualmente tecendo as relações entre os conceitos das operações e o posterior aprendizado ganhará significado. Com atividades bem diversificadas e lúdicas a aprendizagem será com certeza de melhor qualidade.
Sugestão de jogos da multiplicação:
Jogo da velhota
Material:
2 tabuleiros de cartolina, como modelo.
2 aros pequenos ou outro marcador para cada jogador.
4 cartões coloridos para cada jogador.
Modo de fazer.
Jogo de duplas.
Sorteia-se quem deverá iniciar. O jogo consiste em cada jogador colocar os anéis sobre dois números do tabuleiro menor e fazer a multiplicação. Em seguida deverá cobrir o produto com um cartão colorido. Ganha quem preencher uma ficha de 4 produtos cobertos, na horizontal, vertical ou diagonal.
Modelo dos tabuleiros:
Batalha da tabuada.
Material: Moldes da cartela e das fichas.
Colocando em prática:
Jogo em duplas. Cada dupla receberá o tabuleiro e as fichas que devem ser divididas igualmente. Cada participante colocará sua cartela chamada de base da batalha sobre a mesa e distribuirá os cartões aleatoriamente, sem que o adversário os veja deixando alguns quadrados vazios. Então escolhem quem inicia o jogo. Este deverá dizer uma letra que representa coluna, e um número que mostra a linha do tabuleiro, por exemplo, B4. O outro verifica em sua cartela se naquele local, existe figura de um navio. Se houver diz o número que está ali descrito e o outro aluno fala uma multiplicação que tenha aquele resultado. Por exemplo, se disser 20, o colega para ganhar a ficha, poderá dizer 5X4. Caso acerte receberá o navio e jogará novamente. Se não houver nenhuma carta, diz água e então é a sua vez de jogar. Vence aquele que conquistar o maior número de fichas

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

MIRANDA, Maria Irene. Problema de aprendizagem na alfabetização e intervenção escolar. Editora Cortez, São Paulo, 2008

SOARES, Magda B. Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos, No Prelo: Revista Pátio n. 29, fevereiro de 2004

Fonte: Derek Blackburn (Londres)| traduzido por Nylse Cunha,
diretora do Instituto Indianópolis e fundadora da 1ª Brinquedoteca Brasileira.
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis,
com informações do blog de Elizabet Salgado, psicopedagoga e fonoaudióloga.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ALGUMAS BRINCADEIRAS PARA REALIZAR COM TODOS OS ALUNOS EM SALA DE AULA

BOLICHE

RECURSOS NECESSÁRIOS:

 (Uma bola leve (meia, plástico ou de tênis), dez garrafas do mesmo tamanho podem ser garrafas de refrigerante ou água).
 Organização da classe: as dez garrafas são dispostas formando um V e toda a classe senta-se em volta como meia-lua.

DESENVOLVIMENTO DA BRINCADEIRA:

 Cada participante na sua vez joga uma bola, a partir de uma linha traçada, para ver quem consegue derrubar mais garrafas.
 O vencedor será aquele que, após um número de jogadas combinado, conseguir derrubar o maior número de garrafas
 No jogo de boliche é preciso derrubar os pinos, conte os pinos derrubados e registre os números correspondentes.

Caixinha de surpresa

 Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papeizinhos várias tarefas engraçadas.

 Coloca dentro de uma caixinha.
 Sentados em círculo, a caixinha irá circular de mão em mão, até a música parar.
 Quem estiver com a caixinha na mão no momento que a música parar deverá tirar um papel da caixinha e executar a tarefa.

Peixinhos tubarões

 Separados em dois times, deverão formar o time dos peixinhos e dos tubarões.
 No momento em que tocar uma música baixinho, os peixinhos saem para passear.
 Quando tocar uma música alta, os tubarões saem para tentar pegar os peixinhos, que deverão voltar correndo.
 O peixinho que for pego vira tubarão.

SENHOR CAÇADOR

 As crianças ficam em roda e uma delas será o caçador que deverá ficar com os olhos vendados. Todos os outros cantam:
“Senhor caçador,
preste bem atenção!
Não vá se enganar,
Quando o galo cantar!
Canta, galo!”
 Uma das crianças imita a voz do galo e o caçador deverá adivinhar quem é. Se não descobrir pagará uma prenda que o galo dirá qual é.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Secretaria Municipal de Educação
Departamento Pedagógico
Coordenação de Educação Especial: Wilma Moreira Kleinhans;
Projeto Educação Especial

Em busca de um atendimento educacional especializado

Justificativa:
O desafio da educação especial brasileira é a implantação de uma educação de qualidade e com a organização de escolas que atendam a todos os alunos sem nenhum tipo de discriminação e que reconheçam as diferenças como fator de enriquecimento no processo educacional. Com base nos pressupostos legais da Constituição Federal de 1988, o artigo 205 prevê o direito de todos à educação e o artigo 208 prevê o atendimento educacional especializado, e a inclusão escolar, fundamentada na atenção à diversidade, exigindo mudanças estruturais nas escolas comuns e especiais. A fundamentação filosófica pressupõe que todos os alunos de uma comunidade, independente de suas necessidades educacionais especiais, etnia, gênero, diferenças lingüísticas, religiosas, sociais, culturais, entre outras, tem o mesmo direito de acesso à escolarização, com o grupo de sua faixa etária e que a escola deva acolher e valorizar as diferenças. A educação especial, por sua vez, converte-se em uma modalidade transversal de educação escolar que permeia todos os níveis, etapas e modalidades de educação, por meio da realização do atendimento educacional especializado, definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais, orientando e colaborando com a educação regular comum, em benefício de todos os alunos. Todos os alunos devem aprender juntos, sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentam.
As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com toda a comunidade. (Declaração de Salamanca, 1994) UNESCO (1994). Declaração de Salamanca e Enquadramento da Acção na Área das Necessidades Educacionais Especiais. Esta é a premissa da declaração de Salamanca, mas em dezembro de 1996, surgiu no Brasil uma lei que dá a garantia a todos os alunos: a Nova LDB nº 9.394/96. A atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20/12/1996, trata, especificamente, no Capítulo V, da Educação Especial. Define-a por modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. Assim, ela perpassa todos os níveis de ensino, desde a Educação Infantil ao Ensino Superior. Nesta seção, encontram-se textos conceituais, entrevistas, artigos, nomes de entidades, experiências educacionais, legislação, entre outros, que possam subsidiar o estudo e as discussões sobre o tema. É impossível se ter salas homogêneas. Trabalhar com diversidade é uma das exigências ao desenvolvimento de competências dos professores, pois, através delas, tanto o professor quanto os alunos estarão cumprindo com seu papel de cidadão dentro de um contexto democrático, em que todos, dentro de suas particularidades, têm direitos e deveres. Em nossas semelhanças, somos diferentes, e a escola tem de mudar e se organizar para atender a essa diversidade; infelizmente, o que se vê nas redes privadas e públicas é o despreparo profissional e rude falta de estrutura física e logística da escola para atender a essa demanda. De nada adianta o desejo, se não se organizar para realizá-lo; não basta apenas intenção, se não houver a ação.
Ao trabalharmos numa perspectiva do respeito, obteremos respeito. Uma escola que desenvolve uma política inclusiva está plantando a semente para uma sociedade desprovida de preconceito, com noções mais igualitárias.
Com intenção de mudar a visão da realidade de hoje é que foi aprovada, em Londres, Grã-Bretanha, pela Assembléia Governativa da Rehabilition Internacional, a Carta para o Terceiro Milênio, com a finalidade de garantir uma sociedade mais justa, com direitos e deveres iguais para toda a população.
Não basta garantir a inclusão apenas na sala de aula. A Carta para o Terceiro Milênio (MEC) assegura “os direitos das pessoas com deficiência, mediante o apoio a inclusão delas em todos os aspectos da vida” deixando claro que, em todos os aspectos, tem de haver o sentido da inclusão. É necessário quebrar as algemas da discriminação, do preconceito e da homogeneidade das pessoas, percebendo que todos os sujeitos, com deficiência ou não, devem viver como seres capazes e ativos em uma sociedade.
Além disso, expressão “atendimento especializado”, entendido de forma equivocada, como sinônimo de escolarização realizada pelas escolas com classes especiais, alimentou por longo período as práticas educacionais direcionadas a alunos com deficiência, bem como a formação de professores de educação especial. Tal erro, decorrente de um pensamento de que os alunos com deficiência não eram capazes de aprender, provocou a existência de um sistema, que impedia a inclusão escolar dos alunos nas escolas de rede regular de ensino. A correção deste erro foi possível na medida em que as teorias se aprimoraram e com a constatação de que os alunos ditos especiais também aprendiam.
Portanto, a Educação Especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das capacidades dos alunos com NEE (Necessidades Educacionais Especiais) em seus diversos níveis e valorizando a capacidade e as limitações de cada um.

Objetivo geral:
Pensando nisso temos como objetivos gerais:
 Implementar a Educação Especial de acordo com as normas requeridas pela Constituição Federal e LDB nº 9394/96, na rede municipal de ensino, garantindo o direito de todos à educação.

Objetivo Específico:
E como objetivos específicos têm:
 Entender o que vem a ser um atendimento educacional especializado para todos os alunos que deles necessitem;
 Buscar uma prática mais reflexiva para que a educação especial se aprimore cada vez mais em um atendimento especializado;
 Elaborar material didático de acordo com a abordagem transversal do AEE na eliminação de barreiras;
 Realizar atividades de cooperação entre os professores, enquanto prática fundamental na atuação docente;
 Possibilitar a interlocução entre as situações vivenciadas no cotidiano escolar do professor e os saberes do AEE.
 Garantir a formação continuada dos professores que estão nas Salas de Recursos, e professores que atendem alunos com NEE em salas da aula regular;
 Ressaltar para que haja inclusão é necessário um atendimento educacional especializado;
 Formar professores para realizar o AEE nas salas de recursos multifuncionais das escolas comuns da rede municipal de ensino.

Metodologia:
A metodologia do curso ofertará aos professores estudos teóricos e práticos sobre situações problemas do cotidiano escolar, para que consigam mais autonomia, criatividade e iniciativa. O curso será desenvolvido com aulas teóricas com leitura sobre as diversas deficiências, mas também na prática com oficinas e sugestões de atividades diversificadas. O curso será ministrado durante o período letivo a partir de fevereiro, com encontros quinzenais. Com horários a serem definidos com os participantes do curso. Serão realizadas sessões de estudo de acordo com os módulos e no final de cada módulo uma avaliação do processo ensino-aprendizagem.

Cronograma:
Os encontros serão realizados quinzenalmente, as quintas-feiras, período integral. As horas atividades devem ser organizadas sempre nas quintas-feiras, de modo a não interferir no atendimento ao aluno.
Avaliação
A avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Segundo Perrenoud (1999), a avaliação da aprendizagem, no novo paradigma, é um processo mediador na construção do currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos alunos. Mudando de paradigma, cria-se uma nova cultura avaliativa, implicando na participação de todos os envolvidos no processo educativo. Isto é corroborado por Benvenutti (2002), ao dizer que a avaliação deve estar comprometida com a escola e esta deverá contribuir no processo de construção do caráter, da consciência e da cidadania, passando pela produção do conhecimento, fazendo com que o aluno compreenda o mundo em que vive, para usufruir dele, mas também para poder transformá-lo. Se as nossas metas são educação e transformação, não nos resta outra alternativa senão juntos pensar uma nova forma de avaliação. Romper paradigmas, mudar nossa concepção, mudar a prática.
Neste sentido, Perrenoud (1993), afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola. Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas habituais, criando insegurança e angústias e este é um obstáculo que não pode ser negado pois, envolverá toda a comunidade escolar. Assim a avaliação de cada módulo das Sessões de Estudo será muito útil para a Educação Especial para a formação dos docentes participantes, pois cada um saberá responder aos seus saberes, e como transformar sua prática.


Referencial Bibliográfico

LDBEN, Leis Diretrizes e Bases da Educação, Nº 9.394, de 1996.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional. Brasília: MEC/SEESP, 1994.

BENVENUTTI, D. B. Avaliação, sua história e seus paradigmas educativos. Pedagogia: a Revista do Curso. Brasileira de Contabilidade. São Miguel do Oeste - SC: ano 1, n.01, p.47-51, jan.2002.

cadernos@cedes.unicamp.br

PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação. Perspectivas sociológicas. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1993.

Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre; Artmed, 1999.

WWW.portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf